Dr. Edmond Barras: Um flagelo chamado osteoporose

Dr. Edmond Barras: Um flagelo chamado osteoporose

A americana National Osteoporosis Foundation acaba de publicar um
relatório com dados extremamente preocupantes. Estima-se que nos Estados Unidos 10,2 milhões de indivíduos são portadores de osteoporose e que outros 43,4 milhões tem uma massa óssea abaixo do normal (osteopenia). Isso significa que 54 milhões dos adultos acima de 50 anos nos EUA têm risco de apresentarem fraturas osteoporóticas de quadril, coluna, punho, etc.

O sistema de saúde americano dispõe de programas para detectar e
diagnosticar uma redução da massa óssea e a osteoporose e de reconhecer os fatores de risco de fraturas e de efetuar tratamentos eficazes para reduzir esses riscos. Entretanto apesar da capacidade de identificar e tratar a osteoporose, os pacientes atendidos pelo Medicare continuam sofrendo fraturas em proporções alarmantes com um custo anual de 52 bilhões de dólares.

A National Osteoporosis Fundation descobriu que a maior parte das
fraturas ocorre em pacientes que não tiveram nenhuma avaliação quanto à sua osteoporose ou qualquer tratamento nos doze meses que antecederam a fratura. Enquanto que mais de 80% dos pacientes com infarto agudo do miocárdio já tinham sido diagnosticados e tratados antes do evento, menos de 20% daqueles que sofreram uma fratura osteoporótica tinham sido diagnosticados ou tratados quanto à sua fragilidade óssea. Essas fraturas levam a uma diminuição significante da qualidade de vida e aumenta o índice de morbidade e mortalidade. Para o sistema de saúde isso leva a custos importantes e para os têm um impacto catastrófico na duração e na qualidade de suas vidas. Alguns dados são preocupantes:

a) Metade das mulheres que tiveram uma fratura de quadril não têm uma
recuperação funcional total no período pós-fratura.

b) Um em cada cinco pacientes idosos que tiveram uma fratura de quadril
falecem no primeiro ano.
c) Apesar dos homens apresentarem uma incidência menor de fraturas, o
risco de mortalidade é maior.

d) Mesmo com diretrizes objetivas, somente 23% das mulheres com mais de 67 anos, que tiveram uma fratura por osteoporose, foram submetidos a uma densitometria óssea ou tratamentos de osteoporose nos seis meses seguintes à fratura.

Um outro fato preocupante é que nos últimos dez anos o número de
tratamentos prescritos para tratar a osteoporose diminuiu 50% em pacientes que tiveram fraturas. A pouca adesão dos pacientes aos tratamentos com bifosfonatos é causa na metade dos casos. As respostas dos participantes da pesquisa apontaram dois fatores para o não tratamento: o custo e os efeitos colaterais. Entretanto, os que já tiveram uma fratura por osteoporose e voltaram a ter uma vida independente, são muito receosos quanto à possibilidade de uma nova fratura. Porém, infelizmente, a maioria dos participantes que referiram terem fatores de risco altos para fraturas por osteoporose, normalmente não seguem nenhum tratamento. Entre os indivíduos que não tiveram fratura no seu histórico, apenas 13% tomam medicamentos para evitar a fragilidade óssea. Porém naqueles que já tiveram uma fratura esta porcentagem dobra: 26%. As falhas no tratamento da osteoporose exigem estratégias múltiplas e prolongadas
para esclarecimento em relação ao alto risco de fraturas por parte dos
prestadores de serviços de saúde. Os estudos mostram que mesmo quando
conscientes do alto risco de fraturas os indivíduos optam por não tomar as as medicações que poderiam reduzir catástrofes na saúde.

É uma epidemia silenciosa…….

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