O remédio que combate o câncer de mama chamado Herceptin vai ainda explodir no colo do Dr. Marchand dos Pampas

O remédio que combate o câncer de mama chamado Herceptin vai ainda explodir no colo do Dr. Marchand dos Pampas

MPF e TCU investigam compras públicas de medicamentos produzido pela poderosa empresa suíça Roche e apontam prejuízo a 11 Estados e ao governo federal por sobrepreço.

Enfrentando o câncer de mama há 6 anos, a enfermeira aposentada Joyce Guimarães não se deixa abalar. Quando iniciou o tratamento com um remédio que consegue de graça no SUS, começou a sentir mais disposta. Mas a ampola desapareceu das prateleiras entre novembro de 2018 e março deste ano. Foi quando Joyce descobriu que, se quisesse manter o tratamento, teria que desembolsar R$ 12 mil por frasco. “Por que é tão caro?” questiona ela, que recebe aposentadoria de R$ 1.300.

Joyce passou 4 meses sem o Herceptin, fabricado pela multinacional suíça Roche, por causa de uma parceria firmada pelo fabricante como o Ministério da Saúde e o laboratório público paranaense Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná). O desabastecimento é “recorrente” em Belém (PA), diz a paciente. Mas se agravou após o TCU paralisar o acordo por suspeita de sobrepreço nas vendas ao governo federal. O prejuízo estimado é de R$ 51 milhões.

Em outra ação, a Roche é acusada pelo MPF do Distrito Federal de causar danos de R$ 107 milhões a 11 estados brasileiros. Também por sobrepreço do remédio.

Nos dois casos, as investigações recaem sobre a pouca transparente política de preços da indústria farmacêutica. O caso do Herceptin é emblemática pois revela estratégias do setor para alavancar lucros nas negociações com o poder público. O que contribuiu para deixar pacientes sem tratamento no SUS.

O governo federal e os estados são os maiores compradores brasileiros do Herceptin, cujo princípio ativo é o trastuzumabe, referência contra um dos tipos mais graves de câncer de mama e oferecido de graça no SUS desde 2013. A Roche monopoliza o comércio do medicamento por meio de contratos milionários, faturando R$ 25 bilhões só em 2018. O preço da ampola vaira hoje entre R$ 900 e R$ 12 mil no Brasil, o que dificulta saber seu valor real.

A expectativa era que o medicamento ficasse mais barato em 2017, após chegar uma versão concorrente ao Brasil. Mas não foi o que aconteceu. Com o monopólio ameaçado, a Roche fechou uma parceria com o governo federal para produzir o remédio no país junto com a Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) e a Axis, um laboratório privado fluminense. Enquanto durasse a transferência de tecnologia, a Roche teria garantido ao menos 40% do mercado do SUS.

O acordo bandido aconteceu no âmbito das PDPs (Parceria para o Desenvolvimento Produtivo), política criada em 2009 que prevê transferência de tecnologia de empresas privadas a laboratórios públicos para capacitar a indústria brasileira, aumentar a produção nacional de remédios avançados e diminuir os preços.

Mas a parceira entre a Roche e o Tecpar, em vez de baratear o medicamento, como costuma acontecer com as PDPs, fez com que o ministério desembolsasse 37% a mais do que pagava anteriormente (R$ 1.293 ante 939 por ampola). A cumpra levantou grave suspeita dos auditores do TCU, que investiga prejuízo de R$ 61 milhões neste contrato de R$ 222 milhões. O órgão fiscalizador interveio e paralisou os pagamentos, exigindo explicações do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) e do Ministério da Saúde sobre o porquê de se pagar mais caros.

Quem pode explicar o assunto é o Dr. Marchand dos Pampas. O Marchand já ocupou importantíssimos cargos no MS… Quem sabe das negociatas do Dr. Marchand dos Pampas com os corruptos do RJ é o Sérgio Cabral, o Eduardo Cunha, o Pezão, e Miguel Iskin, o Sérgio Côrtes

Deixe um comentário

Envie um Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *